Books

Sabe, tudo o que estamos presenciando neste período eleitoral George Orwell já havia escrito, de forma clara e contundente, há mais de meio século.

Acabei de descobrir, pelo puro acaso, que o aplicativo Reader da Readwise também pode ser um excelente leitor de ebooks. E, como as marcações se integram automaticamente ao Readwise, elas vão parar diretamente no meu Obsidian para uma reflexão mais profunda. Vou utilizá-lo nas minhas próximas leituras.

Que notícia triste. Eu, como um amante de livros, da história, do conhecimento humano e da ciência, acabei de ler uma notícia que muito me entristeceu. Em uma newsletter que recebo diariamente, li a notícia de que a Amazon destrói exemplares de livros que normalmente são obras antigas, nunca traduzidas ou com distribuição limitada, mas que ainda podem ter valor histórico e intelectual. Essa prática é feita após a empresa treinar IA, em um galpão identificado como VGT3. A reportagem do Ars Technica relata que a Amazon compra lotes de livros raros e antigos com esse propósito.

Quando a dúvida durava um dia

Uma pessoa está escrevendo em um caderno ao lado de um livro aberto sobre uma mesa de madeira.

Ao longo da semana, em conversas com amigos, rememorei o modo como eu e meus colegas estudamos durante a nossa graduação, de 2006 a 2011. Na época, nós não tínhamos acesso a notebooks, laptops e muito menos smartphones — que surgiram como conhecemos hoje em 2007. O processo de aprendizado era totalmente manual, utilizando livros, artigos impressos e a escrita. Não existiam tablets capazes de armazenar dezenas de livros e artigos em um único local.

Durante esse período, com frequência me recordo de que, ao estudar, mantinha um pequeno caderno onde registrava minhas dúvidas, trechos, referências, entre outros elementos que me atraíam e que, obviamente, me ajudariam a ser aprovado nas disciplinas. Lembro-me de várias vezes em que tinha de esperar chegar à biblioteca, passar alguns bons minutos para encontrar um livro que respondesse às minhas perguntas. Nada ocorria imediatamente. Às vezes, a dúvida era “carregada” de um dia para o outro, já que não tinha acesso a livros acadêmicos fora da universidade.

Era uma época em que nenhuma solução era imediata! Tudo precisava esperar, seja para chegar à biblioteca no dia seguinte para pegar o livro x ou para falar com o professor y, isso quando estavam disponíveis. Cansei de ir à biblioteca e encontrar o livro que procurava emprestado! Nesse caso, o tempo de espera para esclarecer minhas dúvidas era bem maior.

Recentemente, retornei à vida acadêmica e percebi o quão rápido podemos encontrar respostas para as nossas dúvidas. Tenho um dispositivo com dezenas de livros de meu interesse e internet acessível a qualquer momento para realizar pesquisas. Hoje, não há espera!

Como tudo se tornou tão rápido e tão imediato, às vezes eu tenho a sensação de que poderia fazer mais, produzir mais. Não me recordo de ter vivenciado isso na época da graduação. Naquele período, era mais leve, embora me sentisse pressionado nos estudos — até porque conduzir um curso de física nunca foi fácil —, fazia o meu melhor, mas não tinha o sentimento de que podia ser mais produtivo. É um sentimento estranho que, às vezes, leva a um estresse desnecessário.

É inegável a evolução que o acesso à tecnologia traz à sociedade, mas eu acredito que ainda não sabemos como lidar com toda essa evolução que nos foi apresentada ao longo da última década. Muita coisa mudou desde a conclusão da minha graduação e, claro, o acesso às tecnologias tem um papel central nessa mudança.

É impressionante como se tornou difícil encontrar um navegador que realmente atenda às minhas necessidades. Gosto muito do Firefox e o utilizo desde meados de 2008, mas quase diariamente surge uma notícia desanimadora — ora sobre seu desempenho, ora sobre falhas que podem comprometer o hardware. Às vezes cogito o Chrome, mas sua fama de ‘devorador’ de RAM, somada à pesada telemetria do Google, me faz passar longe.

Já me sugeriram o Brave, o Edge, o Arc e tantos outros, mas, para mim, não passam do Google Chrome com uma roupagem diferente, um Chromium com skin. Quanto ao Safari, após a atualização para o macOS 26, ele ficou visualmente desagradável, parecendo um aplicativo infantil.

Sempre procuro o navegador ideal para definir como meu padrão, mas acabo sempre retornando ao Firefox. Para mim, é uma opção consolidada que oferece o equilíbrio certo de privacidade, após alguns ajustes manuais, é claro.

Recentemente, adquiri um MacBook com o macOS 15 Sequoia. Anteriormente, utilizava o macOS 26 Tahoe e, ao fazer o “downgrade”, notei o quanto a versão anterior era mais esteticamente agradável, minimalista e bem acabada, com uma cara de que realmente é um sistema operacional.

O design do SO Tahoe é excessivamente arredondado, dando a impressão de que os designers da Apple estavam com preguiça. Achei o SO feio, desajeitado e meio infantil, como se tivesse sido criado por adolescentes.

Eu sei que precisarei atualizar em algum momento, mas não quero fazer por hora.

Dando uma navegada rápida pelos meus arquivos, encontrei várias anotações dos mais variados temas “perdidas” pelos diretórios do notebook. Fiz uma lista mapeando onde estão todas essas anotações e as organizei por níveis de prioridade para começar a migração de todas elas para o meu cofre no Obsidian.

Finished reading: Harry Potter e o enigma do Príncipe by J.K. Rowling 📚

Mais um livro da saga Harry Potter concluído, e o que mais me encanta é como a história se torna cada vez mais envolvente e misteriosa a cada leitura. A cada volume, a vontade de mergulhar no próximo da saga só aumenta.

Neste livro, a história caminha para um desfecho triste, marcado por acontecimentos que eu não esperava. E, sim, acredito ser um dos poucos que ainda não conheciam essa saga. 😅

O caminho de volta ao blog

Escritório nostálgico

O primeiro long-post no blog não poderia ser diferente: precisava contar o que me fez sair das redes sociais e me aventurar na criação deste blog. O desejo de criar um blog não é recente e remete ao início dos anos 2000. Não vou escrever neste post toda essa história, até porque ficaria enfadonho, mas, em publicações futuras, pretendo contar um pouco de como surgiu a minha vontade de criar um blog.

Recordo-me de que, naquela época, navegava pela internet e via uma enxurrada de blogs sobre os mais diversos assuntos. Com o tempo, essa quantidade de sites, que tinham a cara de seus criadores, foi diminuindo e dando lugar às grandes empresas de tecnologia e às suas redes sociais centralizadas. Foi então que surgiram os hoje falecidos Orkut (2004) e MySpace (2002/2003), bem como os ainda em operação Facebook (2004), Twitter/X (2006) e LinkedIn (2003), entre outros menos conhecidos.

Com a evolução dessas redes, passei a experimentar um ambiente saturado por propagandas, rastreadores, robôs, manipulações de feed, algoritmos viciantes e as já famigeradas rolagens infinitas. Havia momentos em que entrava em um túnel que, quando me dava conta, já haviam se passado vários minutos da minha vida, fazendo absolutamente nada. Precisava parar!

Nessa busca por uma alternativa, resolvi me afastar cada vez mais das redes sociais tradicionais e centralizadas para me aventurar na blogosfera. Após inúmeras tentativas frustradas de conectar o blog aos protocolos ActivityPub e AT Protocol, a fim de obter interações vindas do Mastodon e do Bluesky, respectivamente, veio a escolha pelo Micro.blog. A plataforma ofereceu diversas facilidades, permitindo a publicação tanto de posts curtos quanto de ensaios mais longos, além do cross-posting entre várias plataformas, poupando-me um tempo que muitas vezes não tenho.

Por meio de um agregador, consegui reencontrar uma tranquilidade na internet que havia anos não experimentava. Agora sigo apenas blogs sobre temas que realmente me interessam e que agregam de alguma forma, seja por conhecimento, informação ou simples distração. E, se eu puder lhe dar uma sugestão: crie um blog e fuja das manipulações que as redes sociais nos impõem.

Por muito tempo eu resisti à ideia de ler a série Harry Potter, achando que fosse infantil demais. Hoje vejo que estava enganado. A história é excelente, muito bem construída e prende a atenção do começo ao fim. Estou no sexto livro, Harry Potter e o enigma do Príncipe, e a expectativa é concluir toda a série ainda este ano.

Existe uma curva de aprendizado, talvez um pouco íngreme, para quem quer se aventurar no micro.blog, Cross-posting e demais maravilhas que o Fediverso oferece. No entanto, só o fato de você ter o seu lugar (cantinho) na web, faz valer todo e qualquer esforço. Vale ressaltar que o livro do micro.blog, do @manton, tem sido de grande valia nessa jornada, que tem se revelado muito satisfatória.