Uso o Neovim desde meados de 2016 e sempre “travava uma batalha” com meus arquivos de configuração. Perdi as contas de quantas vezes passei um tempão configurando o ambiente, isso quando não aparecia algum bug, seja por descuido ou por alguma atualização. Agora, com essas IAs, monto tudo do jeito que quero e, se houver algum problema, uso o Claude Code para ajustar o que está “desalinhado”. Não levo mais de 10 minutos para deixar tudo alinhado.
Sempre gostei muito do Windows, até porque foi o primeiro sistema operacional que usei, lá no final de 1995 — o Windows 95. Mas, atualmente, é o pior SO. Desnecessariamente inchado, com anúncios no menu Iniciar, atualizações forçadas que interrompem o fluxo de trabalho, telemetria pesada por todos os lados, visual pouco polido e que ainda exige cuidados constantes para funcionar bem.
Comparado ao macOS — polido, sem anúncios e com ótima integração — e às distribuições Linux — que oferecem liberdade, eficiência e leveza —, o Windows se tornou o pior entre os sistemas operacionais para computadores. E o pior, não vemos a Microsoft fazer nada para mudar esse cenário.
Qual é o problema de as grandes empresas de tecnologia não fornecerem um serviço de WebDAV? Tudo bem que o protocolo é antigo, mas é muito útil para acessar arquivos em servidores remotos como se fossem locais, além de possuir uma conexão facilitada com alguns aplicativos. Agora, estou precisando de mais armazenamento no Zotero e, como ele suporta WebDAV, seria uma ótima solução para mim. Fuçando a internet, encontrei o Koofr, um serviço que eu não conheço, mas vale a pena testar para, pelo menos, usar o WebDAV e armazenar os PDFs do Zotero.
Eu posso estar enganado, mas parece que a Microsoft, a cada ano, vem se sabotando. O enshittification do Windows 11 é um dos sinais mais claros. O sistema operacional é um amontoado de retalhos, ainda com códigos do extinto Windows 95, cheio de botões do Copilot desnecessários, um explorer lento… ainda por cima tenta empurrar anúncios em um produto que já é pago, ou seja, além de pagar pelo produto, sou obrigado a ficar vendo anúncios.
Eu estou me desfazendo do único produto que ainda possuo da Microsoft, o Microsoft 365 Copilot — tem Copilot em tudo —, porque o serviço parou de funcionar do nada no meu computador. Isso me forçou a ter que baixar manualmente, direto do navegador, todos os meus arquivos que estavam sincronizados para continuar trabalhando.
Não sei se o que prometeram em um post no Blog oficial será o suficiente para “salvar” o Windows, que está perdendo mercado a cada passo.
Ao longo da semana, em conversas com amigos, rememorei o modo como eu e meus colegas estudamos durante a nossa graduação, de 2006 a 2011. Na época, nós não tínhamos acesso a notebooks, laptops e muito menos smartphones — que surgiram como conhecemos hoje em 2007. O processo de aprendizado era totalmente manual, utilizando livros, artigos impressos e a escrita. Não existiam tablets capazes de armazenar dezenas de livros e artigos em um único local.
Durante esse período, com frequência me recordo de que, ao estudar, mantinha um pequeno caderno onde registrava minhas dúvidas, trechos, referências, entre outros elementos que me atraíam e que, obviamente, me ajudariam a ser aprovado nas disciplinas. Lembro-me de várias vezes em que tinha de esperar chegar à biblioteca, passar alguns bons minutos para encontrar um livro que respondesse às minhas perguntas. Nada ocorria imediatamente. Às vezes, a dúvida era “carregada” de um dia para o outro, já que não tinha acesso a livros acadêmicos fora da universidade.
Era uma época em que nenhuma solução era imediata! Tudo precisava esperar, seja para chegar à biblioteca no dia seguinte para pegar o livro x ou para falar com o professor y, isso quando estavam disponíveis. Cansei de ir à biblioteca e encontrar o livro que procurava emprestado! Nesse caso, o tempo de espera para esclarecer minhas dúvidas era bem maior.
Recentemente, retornei à vida acadêmica e percebi o quão rápido podemos encontrar respostas para as nossas dúvidas. Tenho um dispositivo com dezenas de livros de meu interesse e internet acessível a qualquer momento para realizar pesquisas. Hoje, não há espera!
Como tudo se tornou tão rápido e tão imediato, às vezes eu tenho a sensação de que poderia fazer mais, produzir mais. Não me recordo de ter vivenciado isso na época da graduação. Naquele período, era mais leve, embora me sentisse pressionado nos estudos — até porque conduzir um curso de física nunca foi fácil —, fazia o meu melhor, mas não tinha o sentimento de que podia ser mais produtivo. É um sentimento estranho que, às vezes, leva a um estresse desnecessário.
É inegável a evolução que o acesso à tecnologia traz à sociedade, mas eu acredito que ainda não sabemos como lidar com toda essa evolução que nos foi apresentada ao longo da última década. Muita coisa mudou desde a conclusão da minha graduação e, claro, o acesso às tecnologias tem um papel central nessa mudança.